Voando alto

Uso de drones é a nova tendência nos segmentos de filmagens, monitoramentos aéreos e delivery. Por ser leve e resistente, alumínio também embarca nessa moda.

Imagine a cena: você compra um produto pela internet e, em poucas horas, ele é entregue em sua casa. A situação seria comum, se não fosse por um detalhe: o entregador é um veículo aéreo não tripulado (Vant) que entra pela janela da sua sala. Parece ficção científica, mas deve virar realidade em um futuro próximo. Os chamados drones já são uma febre – e a gigante de e-commerce Amazon aumentou o furor ao divulgar o vídeo do projeto do Prime Air, em que testa os aparelhos para fazer entregas das encomendas.

A iniciativa rendeu assunto e inspirações, tanto que Tom Ricetti, diretor da rede brasileira de padarias drive-thru Pão To Go decidiu iniciar testes com seus produtos, já que o mote da marca é justamente a agilidade e, com isso, também consegue baratear a entrega. “Acredito que, além dos entregadores, os drones serão os buscadores do futuro. Cada família terá o seu próprio drone para buscar o pão, a pizza, a fralda ou o remédio”, aposta.

Da palavra em inglês para “zangão”, os drones se assemelham a um avião ou helicóptero de aeromodelismo e têm se popularizado no mercado nas suas mais diversas aplicações, que exigem resistência para carregar cargas e redução de peso morto para voar com mais facilidade. “Não existe outro material com as características necessárias para essa utilização”, frisa Ricetti. FILMAGENSEm drones top de linha, para uso profissional, a aplicação de alumínio é necessária, em partes estratégicas, como os braços, que dão suporte aos motores, além de placas centrais e a cabeça, que aloja a câmera. É o caso dos modelos da idrone.tv especializada em filmagens aéreas para produtoras, filmes institucionais e publicidade. “Em minha experiência, um drone de alumínio tem menos ruído das vibrações dos motores, que reverberam pela estrutura e atrapalham a qualidade das imagens”, explica Eric Bergeri, proprietário da empresa, que conta que, até o momento, tem considerado o alumínio um material mais vantajoso que a fibra de carbono, por ser mais barato e flexível.

Francês radicado no Brasil há cinco anos, Bergeri constrói e repara os drones que integram seu portfólio, composto por cinco modelos hexacópteros (seis motores), que suportam diferentes variações de peso. “Antes trabalhava com imagens aéreas feitas a partir de um helicóptero. Para reduzir custos, comecei a pesquisar aeromodelismo”, conta, revelando que um drone para esse tipo de serviço custa entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. Apesar do alto investimento, o equipamento proporciona um excelente custo-benefício ao cliente. Como reforça Thiago Kraus, proprietário da Drones4you: “Uma diária de filmagens custa entre R$ 4,5 mil a R$ 6 mil, enquanto um helicóptero simples custa 6 mil a hora.

No caso de um voo específico, como o utilizado pelas grandes emissoras, cada hora no ar custa mais de 25 mil”, sinaliza Kraus. Segundo Kraus, o alumínio diminui o campo magnético gerado pela alta corrente dos motores e também ajuda na dissipação de calor dos elementos. “Nossas máquinas para inspeção industrial e fotografias, da linha Mikrokopter, utilizam em seus booms, que são os braços que ligam o motor à estrutura central, tubos de alumínio especial para aviação. Isso gera uma resistência extraordinária com baixo peso”, avalia. O mercado parece muito promissor, mas o potencial exato ainda é pouco concreto.

O Brasil não possui regras específicas sobre o tema, que assegurem a segurança dos cidadãos como dos operadores durante a utilização do equipamento – o que ainda inviabiliza colocar em prática comercialmente desde já propostas como as da Pão To Go. “O mercado de multirrotores em todo mundo ainda é muito novo, ele possui menos de quatro anos de existência”, lembra Kraus. Enquanto a legislação ainda está em fase de discussão e normatização pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os principais usos se dão no segmento de monitoramento de imagens, principalmente no setor agrícola. A Embrapa iniciou trabalhos com drones em 1998, pela necessidade de captar cenas das lavouras para o desenvolvimento de softwares para agricultores. “As facilidades vão desde poder ser a extensão do olho do agricultor na lavoura até o uso de sensores que percebem as doenças e deficiência da plantação de forma muito simples”, explica o pesquisador Lúcio André de Castro Jorge.

Entre os modelos da Embrapa, os materiais de preferência são o alumínio e a fibra de carbono. “Em especial, as unidades maiores foram todas confeccionadas com o metal, pois é fácil de ser trabalhado na blindagem do motor e servos-controle”, diz. Jorge conta que, atualmente, mais de 40 países têm desenvolvido projetos para diferentes mercados.

Na esfera militar a substituição de pessoas por robôs é cada vez mais comum, especialmente em operações de alto risco para os soldados ou em missões que tenham longa duração. Há, inclusive, um termo em inglês para estas operações: o DDD (Dangerous, Dull or Dirty). “Os EUA são líderes em termos de volume, modelos e sistemas, voltados para o nicho militar, ao lado de Israel”, conta.

Já a TerraSense, empresa incubada no Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da Universidade de Brasília, vem trabalhando no projeto AquaVant para monitoramento de águas com um multirrotor com oito braços e oito motores. “Esperamos colocar uma ferramenta ágil e de fácil operação à disposição de pesquisadores que necessitam coletar dados de alta qualidade sobre corpos hídricos”, planeja Alexandre Ferreira, pesquisador da UnB e sócio da TerraSense.

A TerraSense possui outros drones comerciais para mapeamento: o Mapeador TS 1 e Graúna – ambos aeronaves de asa fixa. Nesses projetos, o alumínio é usado em superfícies de comando e no reforço estrutural das asas. A catapulta desenvolvida pela empresa para lançamento das aeronaves em espaços curtos é composta quase integralmente em alumínio. “Sabíamos por experiência que o alumínio seria ideal por ser um material leve, resistente, fácil de trabalhar e por não ser magnético”, resume.

Ferreira explica que as aeronaves tripuladas e satélites deixam a desejar em aspectos como taxa de atualização de dados, resolução espacial e custo logístico de operação. “Um levantamento topográfico que normalmente levaria dez dias para ser realizado por duas equipes com duas pessoas, pode ser feito em menos de oito horas por uma equipe de dois operadores”, compara.

Assim como a TerraSense, outras iniciativas criadas em universidades foram para o mercado. Embora haja muitos avanços e grande potencial, o estágio de desenvolvimento brasileiro ainda é embrionário. “Estamos em uma bolha, mas assim como ocorreu na França e em outros países, o mercado vai se autorregular. Com o tempo, ficarão aqueles que tiverem suficiente competência e paixão”, diz Eric Bergeri, da idrone.tv.

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Um ótimo voo pra você!

Márcio Régis Galvão é CEO na Dron Drones Imagens Aéreas, professor de Tecnologia RPA no Instituto de Formação Tecnológica, CEO na Consultoria MRG Marketing. Atua como conselheiro de empresas na implantação de tecnologia RPAs com experiência executiva no desenvolvimento e implantação de modelos de gestão. Nos últimos vinte e dois anos tem sido consultor nas áreas de planejamento estratégico e desenvolvimento organizacional, em empresas no Brasil e nos Estados Unidos.

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