Os Jetsons estão chegando! Você está preparado?

March 24, 2017

Pensar em veículos autônomos é como sonhar com o desenho dos Jetsons. No entanto, a automação com as rodas no chão ainda parece dominar as conversas pelo mundo.

 

Você já deve ter visto várias matérias sobre carros, ônibus e trens sem motoristas: Tesla lança piloto automático e Elon Musk propõe a Hyperloop. Carro sem motorista do Google registra 700.000 milhas nas estradas da Califórnia e Nevada. Toyota, BMW, Daimler e outros investem bilhões em tecnologias que poderiam permitir que os seres humanos largassem o volante com segurança.

Sinto muito dizer, mas é outra tecnologia completamente diferente que vai dominar o futuro da navegação autónoma: os drones. Trata-se de aeronaves remotamente pilotadas, e não de automóveis, que possuem todas as vantagens de tornar possível a adoção generalizada de veículos sem condutores humanos em um futuro muito próximo. Veja agora quatro razões pelas quais os drones são considerados o futuro da autonomia, e não carros sem motorista.

1. É possível projetar o espaço aéreo de baixa altitude para drones, mas não para os seres humanos.

Desde o início, a nossa malha viária foi construída para motoristas humanos. As estradas são estáticas, os sinais de rua são estáticos, as placas de sinalização são estáticas e o tráfego já não flui como nas primeiras estradas de terra. Se pudéssemos projetar nossas cidades novamente hoje, criaríamos um sistema de tráfego fundamentalmente diferente: baseado na nuvem e capaz de ajustes em microescala para gerenciar de forma eficiente milhões de veículos em constante comunicação uns com os outros e com a rede central.

Durante a CES 2016 foi exibido um drone de voo autônomo chamado “EHang 184” que pode levar uma pessoa, que não precisa saber pilotar. O drone EHang 184 mede 5,5 metros comprimento, pesa 200 quilos, pode voar até 100 km/h durante 23 minutos e chegar a uma distância de cerca de 32 quilometros. Funciona assim: uma vez que um destino é inserido, o passageiro aperta apenas um botão de decolagem que deve ser empurrado para começar a viagem.

 

Um sistema de navegação sem motorista a bordo não é suficiente para tornar um automóvel autónomo; Esses veículos também precisarão da ajuda de mapas de alta definição, captura das estradas em tempo real através de uma tela interna. Será preciso também de uma rede integrada que conectará cada carro com outros veículos sem motorista, além de um fluxo constante de informações sobre obstáculos, perigos e tráfego. E como carros sem motor são fabricados em linhas de produção, eles não substituirão completamente os carros operados por humanos. Em vez disso, eles estarão compartilhando as estradas com motoristas humanos, que oferecem os riscos que já conhecemos bem.

O espaço aéreo de baixa altitude, por outro lado, é praticamente intocado. Como drones voam pelo céu, as indústrias interessadas têm a oportunidade de construir uma rede projetada para acomodar a navegação autônoma desde o estágio inicial.

 

2. Viajar em três dimensões oferece mais flexibilidade do que em duas dimensões.

O trajeto que um carro percorre é muito mais simples do que o que o drone deverá voar, mas o principal diferencial estará na flexibilidade.

Os carros são limitados pela própria estrada e pelas duas dimensões em que viajam: para a frente e para trás, para a direita e para a esquerda. Drones têm mais liberdade para voar em todas as direções. Com o voo autônomo tornando-se norma global, serão ajustadas rotas para evitar obstáculos, perigos e outras restrições. O que será muito mais fácil para um pequeno e ágil drone do que um carro pelas pistas das rodovias.

3. Uma plataforma aberta acelera a inovação.

As empresas automobilísticas competem entre si há muito tempo, e a tecnologia sem motorista não é exceção. A tecnologia de navegação autônoma está sendo construída verticalmente: cada fabricante de automóveis possui um sistema fechado, tornando difícil para desenvolvedores ou inovadores desenvolver plataformas de veículos autónomos em larga escala.

Sabemos bem que as plataformas abertas aceleram e muito a inovação. Basta considerar o impacto que a internet, com sua plataforma aberta, teve em nosso mundo. Ou veja como a Apple, uma das empresas de tecnologia mais onipresentes na história, deve o sucesso do iPhone em grande parte aos desenvolvedores autônomos.

Esta é uma vantagem notável para drones. As aeronaves não tripuladas fazem parte de um sistema muito mais democrático. Enquanto algumas tecnologias são fechadas, existe uma enorme colaboração entre outras plataformas, entre os fabricantes de hardware, desenvolvedores de software e prestadores de serviços. Essas parcerias amplificarão e permitirão a inovação para toda a indústria, já que qualquer pessoa pode criar uma solução embarcada que seja utilizada por qualquer drone.

4. Uma tecnologia acessível.

O preço de entrada no mercado automotivo é incrivelmente alto, e a indústria está cheia de empresas já bem estabelecidas e muito bem financiadas. Em contraste, drones podem ser comprados em uma ampla gama de locais e de preço, abrindo o ecossistema para muitos mais profissionais inovadores e empresários. Comprar um drone para testar um novo aplicativo, experimentar um novo modelo de negócios ou iniciar uma nova empresa é relativamente acessível. O resultado: a tecnologia embarcada dos drones pode ser adotada rapidamente, as empresas de drone podem aplicar rapidamente as inovações tecnológicas.

Em conjunto, essas vantagens sugerem que milhões de drones autônomos voarão pelo nosso céu muito antes de milhões de carros totalmente autônomos percorrerem nossas estradas. É um fato! Talvez possamos até mesmo andar em carros voadores antes de montar em uns drones.

 

 

 

 

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Um ótimo voo pra você!

 

Márcio Régis Galvão é CEO na Dron Drones Imagens Aéreas, professor de Tecnologia RPA no Instituto de Formação Tecnológica, CEO na Consultoria MRG Marketing. Atua como conselheiro de empresas na implantação de tecnologia RPAs com experiência executiva no desenvolvimento e implantação de modelos de gestão. Nos últimos vinte e dois anos tem sido consultor nas áreas de planejamento estratégico e desenvolvimento organizacional, em empresas no Brasil e nos Estados Unidos.

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