6 dicas para entender melhor o mercado de seguro para drones

September 25, 2017

Quem quer começar a voar com drone, o que precisa saber?

Hoje qualquer pessoa maior de 18 anos pode operar um Drone no Brasil, desde que não realizem voos acima de 400 pés. A regulamentação dos drones no país teve seu marco no dia 2 de maio último quando a ANAC aprovou e publicou o tão esperado regulamento especial para utilização dos drones no país com o objetivo de viabilizar as operações e principalmente preservar a segurança das pessoas. Foi realmente um avanço e a mudança mais popular foi que as aeronaves só podem ser operadas em áreas com no mínimo 30 metros horizontais de distância das pessoas não anuentes ou não envolvidas com a operação.


2- Já existe seguro para drones?

Sim, os drones contam com coberturas de seguros agora. Com a nova regulamentação as operações realizadas com aeronaves não tripuladas (aeromodelos e RPA) com peso máximo de decolagem superior a 250g os operadores devem portar documentos obrigatórios, dentre eles o manual de voo, o documento de avaliação de risco e a apólice de seguro, obrigatório para a cobertura contra danos a terceiros.

Algumas empresas já oferecem cobertura para falha mecânica e eletrônica, perda de controle, pane elétrica e até mesmo perda total. E o valor das indenizações às pessoas e bens no solo pode passar de 200 mil reais.

3 - Como essa tecnologia pode agregar valor ao mercado de seguros?

Podem ser úteis de várias formas, pois aplicados com um bom planejamento e adaptando-os aos processos já consolidados os drones conseguem gerar receita para as seguradoras. O serviço de mapeamento com drones agrega agilidade, precisão, reduzindo o risco de fraude. Antes se trabalhavam com uma amostragem de dados bem restrita, mas hoje já é possível obter centenas de dados disponíveis na nuvem. Com a utilização dessas aeronaves é possível dobrar ou até triplicar o número de inspeções de sinistro por dia.

 

Mas a maior utilidade está na satisfação do cliente. Com a resolução de reclamações de forma rápida e com resultados mais precisos, as empresas de seguro podem oferecer uma melhor experiência aos consumidores. Isso pode ajudar na retenção de clientes e aumentando o Market share dessas empresas.

Novas tecnologias de inteligência artificial já estão sendo desenvolvidas por empresas brasileiras com o objetivo de automatizar completamente a tarefa dos Drones. Será um avanço para as seguradoras.


4 - O que mais preocupa o mercado de seguros com relação aos drones?

Acredito que a maior preocupação é com o risco de fraude. Os serviços de mapeamento com drones oferecido para o mercado de seguros agrega agilidade, precisão, ao mesmo tempo em que reduz bastante esse risco. No relatório da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) é estimado que as soluções desenvolvidas com drones, como realização de perícias através de fotogrametria, deve fazer o setor economizar cerca de US $ 6,8 bilhões por ano.

O tempo também é importante para as operações de seguros. Antes era necessária uma equipe de no mínimo três pessoas para escalar e medir uma obra, a distância dos edifícios vizinhos, a avaliação dos riscos, análise de solo, rios etc., que é um trabalho que leva muitas horas. Já com os drones, em minutos você consegue gerar um mosaico 3D, onde é possível medir essas mesmas distâncias obtendo muito mais detalhes minimizando os riscos.


Nossos clientes já conseguiram reduzir entre 25 a 50% do tempo nas suas inspeções de sinistro, além de obter dados muito mais precisos do que antes. Com nossos drones, sensores e sistemas embarcados, em apenas algumas horas é possível capturar todas as informações que a empresa precisa para tomar suas decisões estratégicas. Antes, para documentar e quantificar os danos levariam vários dias, utilizando guindastes e fechando estradas.


O mapeamento realizado com drones é mais seguro, reduz os acidentes de trabalho e evita que o bem seja danificado durante as operações de inspeção.

No mercado americano o prejuízo com fraudes representa uma perda equivalente a mais de US $ 32 bilhões por ano para as empresas seguradoras. Os dados obtidos pelos drones podem ser usados ​​para melhorar a gestão de sinistros, verificando o estado inicial de um bem e sua real condição, produzindo uma documentação incontestável.


5 - Quais os riscos envolvendo as operações com drones?

Essa é uma excelente questão e deve ser discutida amplamente com as empresas do setor e os órgãos competentes. A FAA (Federal Aviation Administration) já está bem avançada nos estudos e projetos que envolvem a gestão e a segurança do tráfego aéreo com Drones.

Especialistas analisaram as configurações dos controladores de voo de vários modelos de drones multirrotores (com hélices) e revelou fraquezas associadas aos links de telemetria (informações na tela) que transmitem dados através de frágeis conexões de porta serial. Já o link de dados que conecta os Drones com a estação base pode ser facilmente corrompido e invadido, permitindo que hackers assumam o controle total da aeronave. O que é um perigo para as operações de risco.


Caso os protocolos nas aplicações da estação base não estejam protegidos, fica aberto um espaço para que os hackers invadam os sistemas e assumam o controle dos equipamentos. Já com o uso da conexão wifi a vulnerabilidade é ainda maior na intercepção de dados e na alteração de planos de voos.

 

Recentemente durante o Security Analyst Summit, evento de segurança digital, o especialista em segurança Johnathan Andersson, mostrou um método que permite o controle de um Drone em pleno voo por outra pessoa. Ele usou um SDR (Software Defined Radio), um controle remoto para drones, um microcomputador e outros equipamentos eletrônicos para montar um dispositivo capaz de ''roubar'' o comando do controle legítimo do equipamento.

 

Os fabricantes de drones apostam em um modelo em que a segurança depende da complexidade do sistema: acredita-se que o alto nível de dificuldade de se monitorar os sinais seja barreira suficiente para desencorajar a ação de hackers. É por isso que, em geral, as tecnologias empregadas pelos fabricantes não usam criptografia.

 

A solução para isso seria apostar na criptografia, porém há limitações, pois muitos fabricantes não estão prontos para essa demanda. A criptografia exige uma capacidade computacional superior e como consequência uma maior exigência no poder de processamento dos micro controladores dos drones, que reduzem o tempo de carga das baterias. Que é o maior problema dos drones, e do mundo de hoje.

A evolução da tecnologia dos drones oferece novas oportunidades para os hackers do mal. Resta agora esperar que os profissionais de segurança de dados estudem as melhores ações para combater essa ameaça potencial.


6 - Quais as novas tecnologias embarcadas nos drones para 2018?

As soluções são inúmeras e variam desde a criação do cargo de CDO, Chief Drone Officer nas empresas, que é o profissional que realiza a integração de todos os processos já existentes com a tecnologia dos drones até os sensores que detectam elementos químicos e capturam imagens em três dimensões.

O mercado que mais cresce é o de inspeção industrial, seguido pelo de agricultura, transporte, segurança, mídia e entretenimento, seguros, telecomunicação e mineração. Todos eles em pleno desenvolvimento e ascensão.

 

Os sensores pós-captação de imagens é que realmente tem feito a diferença nos trabalhos técnicos. Hoje as tecnologias embarcadas nos drones para inspeção industrial, por exemplo, podem ser de identificação de elementos químicos, vazamento de gás, monitoramento de processos, sensores de pulso de luz, mudança de campo magnético, infravermelhos, térmicos e muitos outros.

Na área de segurança houve grande evolução na vigilância perimetral dinâmica, no alertas de invasões e na visibilidade ampla dos ativos.

 

Na área de emergência social as investigações de incidentes aéreos estão sendo realizadas de forma muito mais rápida. O monitoramento de evacuação de áreas de risco também está sendo bastante utilizada e aprimorada, conseguindo detectar o perigo de forma remota.

 

Na área de energia eólica as melhorias tecnológicas estão presentes nos hardwares e sensores. Houve um grande aumento na inteligência operacional e da análise de dados utilizados nas operações assim com um aumento na adoção de imagens térmicas. Os drones mais modernos já aprimoraram sensivelmente a coleta de dados em tempo real melhorando ainda mais a inteligência operacional, garantindo que os dados estejam disponíveis para várias equipes de especialistas simultaneamente.

Essa tecnologia também permite que esses dados sejam integrados a várias plataformas padronizando as informações. Com base nessas informações os especialistas conseguem tomar as melhores decisões sobre cada operação na manutenção das turbinas eólicas.

 

 

 

Para incorporar drones na sua empresa, fale com a Dron Drones Technologies, ligue 85 2181-3865 ou 999-997-738.

 

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Um ótimo voo pra você!

 

Márcio Régis Galvão é CEO na Dron Drones Technologies, Consultor e Professor de Tecnologia RPA no IFT - Instituto de Formação Tecnológica, CEO na Consultoria MRG Marketing. Atua como conselheiro de empresas na implantação de tecnologia RPA com experiência executiva no desenvolvimento e implantação de modelos de gestão. Nos últimos vinte e dois anos tem sido consultor nas áreas de planejamento estratégico e desenvolvimento organizacional, em empresas no Brasil e nos Estados Unidos.

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