A mobilidade aérea avançada dos Drones transformando a indústria de transporte e logística

Uma nova geração de táxis aéreos e drones de carga está prestes a mudar a forma como as mercadorias e as pessoas se locomovem.

Se você ainda não percebeu, basta olhar para cima que você vê claramente nos números: só nos Estados Unidos, mais de 377.000 drones comerciais estão atualmente registrados na Federal Aviation Administration (FAA). No Brasil esse número já chega a 27.665 Drones comerciais registrados na ANAC em 2019, um aumento de 51% em relação a 2018.

Até agora os drones têm sido usados ​​principalmente para coletar imagens aéreas. Os agricultores usam drones para inspecionar suas safras e ativos; distribuidoras os usam para inspecionar linhas de energia e realizar vigilância. As empresas de petróleo e gás inspecionam equipamentos offshore; as seguradoras enviam drones para mapear os danos após catástrofes e as produtores de TV e Cinema usam drones para captura de imagens aéreas profissionais e publicitárias.


Porém, conforme as tecnologias e as regulamentações evoluem, o mesmo ocorre com os casos de uso de drones. Uma oportunidade, em particular, se destaca: a indústria de transporte, que está no início de uma revolução com a utilização de aeronaves modernas e embarcadas com sistemas inteligentes.

Há uma razão pela qual os Drones são a próxima revolução no transporte. Se transportando cargas ou passageiros as estradas não são mais os lugares mais eficientes. Congestionamento e falta de infraestrutura são restrições reais que enfrentamos diariamente. O congestionamento aumenta a cada ano, roubando tempo valioso de pessoas e empresas. E os investimentos só diminuem com o tempo. É evidente em todas as grandes cidades do mundo.


Não somos obrigados a nós conformar com as limitações impostas por um mundo bidimensional, o que estamos presenciando agora é uma terceira dimensão da mobilidade, onde os veículos de mobilidade aérea avançada, como táxis e aeronaves de carga autônomas, estão prometendo criar em todo mundo.


Em abril de 2019, a FAA concedeu a primeira aprovação federal para fazer entregas comerciais por drones. Desde então, grandes empresas de logística e gigantes do comércio eletrônico receberam aprovações semelhantes, o que lhes permitiram usar drones para entrega de pequenos encomendas nas residências dos clientes. Esse serviço rende benefícios extraordinários para os consumidores, aumentando o acesso a medicamentos, mantimentos nas comunidades urbanas e rurais.

Não será apenas na entrega porta a porta que os drones irão transformar a logística no mundo. Será também através da logística comercial que já está se transformando graças a essas aeronaves remotamente pilotadas capazes de transportar cargas de 500 quilos entre corredores de depósitos e armazéns de grande porte.


E agora é a vez do transporte de pessoas e não mais de cargas e mercadorias. Embora carros voadores sempre tenham sido comparados com ficção científica, Jay Merkle, diretor executivo do UAS Integration Office da FAA, disse que a FAA concederá ainda neste ano de 2021 a primeira certificação de uma aeronave de mobilidade aérea urbana (UAM), com decolagem vertical e pouso como um “táxi aéreo” onde os passageiros eventualmente poderão embarcar em hubs conhecidos como vertiports, localizados no topo de edifícios de escritórios, shopping centers ou estacionamentos, que permitirão voos rápidos em distâncias curtas. Isso significa que um viajante a negócios que atualmente passa uma hora no trânsito dirigindo até o aeroporto, poderá voar até lá em minutos e, em seguida, embarcar em um avião de carreira até o seu destino final.

A economia de tempo não é o único benefício. Táxis elétricos de decolagem vertical e Drones de carga serão mais ecológicos e silenciosos do que os helicópteros tradicionais. Além disso, eles substituirão alguns carros comerciais e caminhões, o que significa que também terão um impacto positivo no tráfego e, como resultado, na qualidade de vida urbana.

O futuro movido pelos drones é uma proposta revolucionária e não está tão longe de se tornar realidade. Em apenas alguns anos será tão normal ver encomendas da Amazon ou Mercado Livre e passageiros como eu e você no espaço aéreo urbano, quanto pássaros e borboletas. Isso pode fazer da década de 2020 a década da mobilidade aérea avançada.


Como muitos especialistas em aviação insistem em afirmar que estamos testemunhando a segunda “Era de Ouro do Voo”, e é graças a tecnólogos brilhantes que estão desenvolvendo soluções inovadoras para problemas complexos. Veja apenas alguns dos desafios que os engenheiros aeroespaciais estão superando:

Autonomia: a maioria dos drones comerciais é operado por pilotos que podem vê-los e controlar todos os seus movimentos do chão. Para implantar Drones no transporte de carga e de passageiros, eles devem ser capazes de voar além da linha de visão dos operadores, e isso requer que eles tenham pelo menos algum nível de autonomia. Mesmo com um piloto operando, os drones devem ser capazes de detectar e evitar automaticamente obstáculos como aviões, edifícios, fios, árvores e pássaros. Para isso eles precisam contar com sensores sofisticados como o radar, que deve ser miniaturizado para caber nos drones sem comprometer sua aerodinâmica ou reduzir a capacidade de carga.

Organização do espaço aéreo: À medida que os céus ficam mais congestionados, os drones e os veículos aéreos precisarão ser capazes de evitar colisões não apenas com edifícios e pássaros, mas também uns com os outros. Para administrar as trajetórias de vôo, os drones devem ser capazes de se comunicar uns com os outros em tempo real, transmitindo suas localizações por meio de um canal dedicado e seguro.


Navegação: para operar com logística e transporte de forma eficiente, os drones devem ser capazes de saber sua localização e navegar com segurança até o destino final. Embora pareça bastante simples com o GPS, ele não é perfeito. É passível de falha em ambientes urbanos, onde prédios altos bloqueiam os sinais de GPS. Alguns empresas já estão trabalhando para utilizar em seus Drones sistemas de navegação inercial que usam sensores de movimento para determinar a localização com base na orientação e histórico de velocidade, sem a necessidade de sinais externos e outros dados.

Eletricidade: Projetos para táxis aéreos e veículos de carga autônomos podem aproveitar as vantagens de materiais compostos leves, impressão 3D e energia elétrica para maximizar o desempenho. Este último é especialmente importante. Em comparação com os helicópteros tradicionais movidos a gasolina, os motores elétricos compactos e escaláveis ​​permitem designs com vários rotores tornando-os silenciosos, manobráveis, confiáveis ​​e à prova de falhas. Sem falar que a energia elétrica é mais limpa, o que permite que os drones operem em ambientes urbanos sem produzir emissões nocivas.

Não são problemas triviais para resolver, mas graças a uma corrida do ouro de avanços em robótica, propulsão elétrica e sensores miniaturizados, eles são, de fato, solucionáveis. Não no futuro, mas hoje. Por enquanto para as empresas e os consumidores só resta uma saída: preparar-se para a decolagem.

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