DRONES: O FUTURO DA INSPEÇÃO DE ATIVOS

Cortar custos na manutenção de infraestrutura de plataformas de petróleo, chaminés, pontes ou antenas de telefonia em locais remotos e difíceis de acessar, não é tarefa fácil. O método tradicional de inspeção manual é um processo caro, demorado e muitas vezes perigoso.

Inspeção com drone no setor de Óleo e Gás

Mas com drones não precisa ser assim. O princípio é simples: em vez de um técnico escalando uma chaminé ou turbina eólica, é possível usar um drone equipado com uma câmera de alta resolução para transmitir imagens a um inspetor no escritório, em tempo real. E já é possível equipar o drone com recursos avançados de análise do espectro e outros dados para que o próprio sistema avalie o status do ativo e as necessidades de manutenção. Os drones podem acessar locais de difícil acesso de forma mais rápida, barata e com menos risco do que as inspeções manuais e ainda permitir que o ativo permaneça em funcionamento.

Neste artigo mostramos as vantagens da tecnologia dos drones e indicamos caminhos para os tomadores de decisões que desejam aproveitar esse potencial na inspeção de seus ativos.

Drones estão se tornando o novo padrão em inspeção de ativos. Nos primeiros anos a percepção do público sobre os drones se concentrava em suas aplicações militares. Mas o uso comercial da tecnologia vem aumentando exponencialmente. Nossa análise mostra que em 2017, o mercado global de drones comerciais valia 3,1 bilhões de euros, com cerca de três milhões de unidades vendidas. Em 2022, o valor de mercado deve atingir os 12,6 bilhões de euros, com mais de 15 milhões de unidades enviadas. Este crescimento é resultado do crescente uso recreativo, comercial e para pesquisa. Hoje é comum que os corretores imobiliários façam imagens aéreas de casas, por exemplo, enquanto os conservacionistas monitoram a vida selvagem. Com a pressão de custos sendo uma preocupação crescente entre operadores de ativos e empresas de serviços industriais e de grande porte, a inspeção de ativos baseada em drones oferece uma nova maneira de otimizar custos, economizar tempo, aumentar o desempenho e a qualidade e, assim, garantir vantagem competitiva.

Inspeções térmicas em plantas solares

A indústria offshore de óleo e gás já percebeu o potencial que existe no uso desta tecnologia. Total, BP, Shell, Statoil, Petrobrás e outras usam drones industriais para inspecionar suas plataformas de petróleo, combinando vídeo e imagens térmicas com tecnologia avançada de reconhecimento de parologias e análise automatizada de dados. Isso reduziu o tempo de inspeção de oito semanas para cinco dias, e ainda permite que os ativos continuem em funcionamento durante o trabalho. Com base nesse case de sucesso, a indústria começou a estender o uso da inspeção de ativos com Drones para outras infraestruturas, como as chaminés de usinas. Tudo em estreita colaboração com as principais empresas especializadas do setor, como as americanas CyberHawk e SkyFutures além da brasileira DronDrones Technologies. Ainda é difícil calcular a economia exata que as inspeções com Drones oferecem. Mas aprendemos com nosso trabalho em conjunto com operadores de ativos e empresas de serviços que o potencial é enorme. Os custos para a inspeção de uma turbina eólica onshore podem ser reduzidos em até 50% por turbina. Avaliaçõesvaliaçõesvaliaçõesvaliações de grandes tanques de armazenamento de óleo de carga podem ser concluídas muito mais rapidamente do que com os métodos manuais. E as inspeções de chaminés e silos, que tradicionalmente exigem dias de desligamento e esvaziamento, podem ser feitas em horas, com economia de até 90%. E isso sem falar na redução do risco para os empregados. Com o aumento das histórias de sucesso na utilizaçãovdessas aeronaves é provável que muitos mais operadores de ativos, como empresas ferroviárias, operadores de rede de telefonia e construtores introduzirão essa tecnologia rapidamente. Embora o potencial das inspeções com Drones seja óbvio, vale a pena considerar, como acontece com qualquer nova tecnologia, os desafios que elas apresentam. O mercado é altamente fragmentado, com poucos fornecedores estabelecidos enfrentando startups e todos buscando modelos de hardware, software e prestação de serviços: DJI, 3D Robotics, Yuneec, Parrot, AeroVironment, Insitu, Martek, Ambarella e Lockheed Martin, para citar apenas algumas. Além disso, as autoridades da aviação por todo mundo ainda estão regulamentando o uso de drones em suas regiões. Enquanto a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e o Programa Europeu (SESAR) estão analizando a questão, ainda há muito a ser feito, incluindo principalmente regras para operações além da linha de visão.

Mais empresas estão adotando a tecnologia dos drones

Mas esses desafios também apresentam oportunidades e demonstram que o setor ainda pode ser moldado por participantes menores. Ao adotar a tecnologia, empresas de todos os tamanhos e setores serão capazes de trabalhar com os pioneiros da tecnologia para superar obstáculos iniciais, utilizando equipamentos consolidados, explorando as ideias existentes para formulação de regulamentações e obtendo vantagem competitiva sendo as primeiras a economizar com a manutenção de seus ativos inspecionados por drones.

Inspeções na Construção Civil

A perspectiva de desenvolvimento de sistemas autônomos para os Drones realizarem inspeções de ativos, fornece razões convincentes para investir neste mercado. Avanços na tecnologia de baterias, por exemplo, estão permitindo alcances cada vez maiores, enquanto novos sistemas de células de combustível e energia solar permitem operações quase contínuas. Com drones capazes de permanecer no ar quase o dia todo, a capacidade de computação aprimorada e a inteligência artificial (IA) estão permitindo que eles realizem análises com transmissão em tempo real e medições precisas. O crescimento da computação quântica também está ajudando no desenvolvimento do controle do tráfego aéreo dos drones, que farão com que a IA trabalhe em conjunto com as aeronaves em tarefas cada vez mais complexas. E que tal tudo ser feito de forma autônoma? Isso também já é realidade. Várias empresas já estão ultrapassando essas barreiras tecnológicos como a SkyX, empresa canadense que está desenvolvendo um drone autônomo de alta capacidade de carga para a inspeção de ampla rede de oleodutos e gasodutos da América do Norte. Portanto, resta uma questão fundamental: como os gestores de ativos podem explorar o potencial dos drones? A resposta seria uma abordagem baseada em rede para aproveitar o conhecimento de mercado já existente pela empresa e realizar um projeto piloto.

Mentalidade forte para atuar sob pressão

O primeiro passo é formar uma pequena equipe de projeto com um líder dedicado e competente. Essa pessoa precisa ter a mentalidade para atuar em um ambiente ágil e possuir grande capacidade de influência para tocar o projeto. Um patrocinador de alto nível é essencial e bem vindo neste momento. Uma vez iniciado o projeto, o líder deve começar a construir dentro uma rede de especialistas em drones que abranja várias áreas. Primeiro, reguladores e associações da indústria para ajudar a garantir as licenças necessárias, bem como quaisquer fundos disponíveis publicamente. Em segundo lugar, estabelecer provedores de serviços baseados em hardware, software e drones para determinar o estado atual do mercado, as tecnologias disponíveis no mercado ou personalizáveis e aproveitar possíveis atalhos, por exemplo, através de testes com um provedor de serviços. Finalmente, startups e academia, é aqui que acontecem desenvolvimentos mais importantes e onde os melhores talentos certamente serão encontrados. Na próxima etapa, enquanto a rede é construida, a equipe deve usar soluções práticas para adaptar continuamente o projeto piloto. Isso inclui a escolha de um modelo de drone com carga útil customizada e a identificação dos ativos adequados para a execução de teste e definição do cronograma e indicadores de desempenho (KPIs). Os KPIs devem incluir indicadores específicos para os drones, bem como marcadores de inspeção para monitorar o desempenho da aeronave. É importante não projetar excessivamente o teste neste início, pois o objetivo deve ser uma prova de conceito e não um produto acabado.

A escolha da tecnologia certa é fundamental

Depois disso é hora de executar a operação piloto. Uma parte importante nesse momento é o monitoramento do progresso de forma ágil e constante, com experiências adquiridas, compiladas e realimentadas no processo. Por exemplo, o modelo da aeronave foi aprovado ou o processo precisa de refinamento? A etapa final deve ser focada na expansão do projeto. A escolha do melhor curso de ação dependerá dos resultados do piloto, mas um conjunto de questões centrais sustentará todos os cenários. O que inclui se a empresa deve construir toda a capacidade de inspeção interna e desenvolver conhecimento de forma independente, ou se deve fazer parceria ou investir em uma startup, programa universitário ou provedor de serviços de drones. Com base nos exemplos descritos neste artigo, fica claro que a inspeção de ativos baseada em drones se tornou o novo padrão em inspeção de ativos. Ao aderir a essa tecnologia as empresas têm a chance não apenas de ganhar uma vantagem sobre seus concorrentes, mas também de reduzir custos e ganhar tempo. O mais importante, eles podem redefinir seu modelo de negócios de inspeção de ativos e serem eles próprios seus provedores de serviços com Drones.

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